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Perguntas Frequentes

O QUE PRECISA SABER SOBRE A GRIPE AVIÁRIA...

Informação retirada do site 

Centro Nacional de Emergência da Gripe Aviária

 

O QUE PRECISA SABER SOBRE A GRIPE AVIÁRIA...

 

  1. O que é a gripe aviária ?

  2. Existe esta doença em Portugal ?

  3. Quais são os principais sinais da doença nas aves?

  4. Como se transmite o vírus da influenza para as aves ?

  5. Existe risco do homem contrair esta doença ?  

  6. Esta doença pode chegar a Portugal ?  

  7. O que fazer para evitar a introdução da gripe aviária em Portugal ?  

  8. Quais são as medidas de controlo nas aves, no caso de aparecimento de um surto?

9. Quais são as consequências de surtos nas aves?  

10. Como é que os surtos da gripe aviária se propagam dentro de um país?

11. Como é que a doença se propaga de país para país?  

12. O porquê de tanta preocupação acerca dos surtos em curso?

13. Existe agora prova de transmissão inter-humana?

14. De todos os surtos registados nas aves serão eles, igualmente, perigosos para os seres humanos?

15. A pandemia poderá ser controlada? 

16. O facto de terem ocorrido tão poucos casos no homem será tranquilizador?

17. Estarão a ser aplicadas as medidas mais correctas?

18. Além do H5N1, já houve outros vírus de gripe das aves a infectar o homem?

19. Existe uma vacina eficaz contra o H5N1 nos humanos?

20. Existem medicamentos disponíveis para a prevenção e tratamento? 

21. O vírus resiste a qualquer temperatura?

22. O vírus pode ser disseminado por outros animais?

23. As moscas podem transmitir a doença?

24. A água pode transmitir o vírus?

25. Pode comer-se carne de aves? 

26. E os ovos? 

27. E os derivados?

28. O frango assado é seguro? 

29. É seguro ir a mercados e feiras ao ar livre? Eles são permitidos?

30. O que fazer quando se encontra uma ave selvagem morta?

31. É seguro lidar com os pombos na cidade? Dar-lhes comida? 

32. Quem tem canários, periquitos ou outras aves de estimação em casa deve mantê-los? 

33. Quem faz criação de galinhas, perus, patos deve mantê-los ao ar livre? Deve abatê-los? Ou o que deve fazer?

 

1. O que é a gripe aviária ?

É uma doença das aves causada por um vírus, que foi identificada pela 1ª vez na Itália há mais de 100 anos, desde então ocorreram casos em vários países, mais recentemente na Holanda, Bélgica, Chile, EUA, Canadá, vários países asiáticos, dentre os quais a China, o Japão, a Tailândia, as Filipinas, Vietname e recentemente no Cazaquistão e na Rússia.  

 

2. Existe esta doença em Portugal ?

 

NÃO. Não existem registos de que a doença tenha ocorrido na avicultura portuguesa.

 

3. Quais são os principais sinais da doença nas aves?

 

Apatia muito evidente, dificuldades respiratórias, corpo em bola, penas eriçadas associados a queda da produção (ovos) e elevada mortalidade.

 

4. Como se transmite o vírus da influenza para as aves ?

 

A principal via de transmissão são as aves migradoras e pessoas que tiveram contacto com aves infectadas, através da roupa, calçado, mãos ou pele, estas pessoas podem disseminar o vírus para as aves.

 

5. Existe risco do homem contrair esta doença ?

 

O risco é baixo. Até o momento, só ocorreram casos em pessoas que tiveram contacto directo com aves doentes. Não foi comprovado qualquer caso de contaminação através do consumo de carne de aves e ovos, pelo que a via alimentar não é uma via de transmissão.

 

6. Esta doença pode chegar a Portugal ?

 

De momento é uma hipótese muito remota. Porém, o Ministério da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas,adopta por rotina uma série de medidas para evitar a entrada da gripe aviária no território nacional, como por exemplo: 

 

 

 - proíbe a importação de aves e seus produtos de quaisquer países onde ocorra a doença;

 

 - fiscaliza os pontos de entrada (portos, aeroportos e postos de fronteira);

 - realiza exames em aves migradoras e nas explorações avícolas; 

 -  divulga informações para o sector avícola e à população sobre a doença;

 - realiza treinos para os médicos- veterinários dos serviços oficiais e da iniciativa privada 

 -  mantém um sistema de vigilância activo para atender a qualquer suspeita da doença;

 - difunde informação sobre a doença com vista ao envolvimento de todos os intervenientes da cadeia produtiva na vigilância;

 - actualiza os profissionais ligados à avicultura através de acções de formação realizados por intermédio das universidades e associações profissionais.

 

7. O que fazer para evitar a introdução da gripe aviária em Portugal ?

 

Evitar visitas a países onde a doença está a ocorrer. Caso seja necessário visitar estes países, as pessoas devem evitar contactos com aves. As roupas e o calçado utilizados deverão ser bem lavados e, ao regressar, em rigor, não entrar em contacto com aves durante pelo menos uma semana.

Em hipótese alguma as pessoas devem trazer alimentos de origem animal de qualquer país.

Evitar a entrada de pessoas nos aviários e proibir o acesso de pessoas estranhas à actividade.

É muito importante também que qualquer suspeita da doença seja imediatamente comunicada ao MADRP ou a qualquer Serviço Veterinário Regional ou Municipal

Divulgar essas informações a todas as pessoas ligadas ao sector, para que todos possam contribuir para a protecção da avicultura portuguesa.

 

8. Quais são as medidas de controlo nas aves, no caso de aparecimento de um surto?

 

As medidas de controlo mais importantes são o abate sanitário de todas as aves infectadas ou expostas, adequada destruição das carcaças, medidas de quarentena e rigorosa desinfecção das explorações. O vírus é inactivado pelo calor (56ºC durante 3 horas ou 60ºC durante 30 minutos) e desinfecções normais, tais como os compostos formalina e iodo. Este vírus pode sobreviver, a temperaturas baixas, num estrume contaminado até, pelo menos, três meses. Na água, o vírus pode sobreviver até quatro dias a 22º C e mais de 30 dias a 0º. Para a forma altamente patogénica, os estudos revelam que um simples grama de estrume contaminado pode conter vírus suficientes para infectar 1 milhão de aves. Restrições sobre o movimento de aves vivas, tanto dentro e entre países, são outras importantes medidas de controlo. 

 

9. Quais são as consequências de surtos nas aves?

Surtos de gripe aviária nas aves, especialmente a forma altamente patogénica, podem ser devastadores para a indústria e para os agricultores. Por exemplo, um surto de gripe aviária altamente patogénica nos EUA, em 1983-1984, confinado ao estado da Pensilvânia, resultou na destruição de mais de 17 milhões de aves a um custo de quase US$ 65 milhões. As consequências económicas podem ser especialmente devastadoras nos países em desenvolvimento onde a criação de aves representa uma importante fonte de rendimentos - e de alimentação - para os empobrecidos agricultores rurais e respectivas famílias. Quando os surtos se disseminam pelo país, o controlo pode ser extremamente difícil. Como exemplo, o surto que começou no México em 1992 e que até 1995 não foi completamente controlado. Por estas razões, as autoridades governamentais, habitualmente, assumem medidas agressivas de controlo de emergência logo que um surto é detectado. 

10. Como é que os surtos da gripe aviária se propagam dentro de um país? 

 

Dentro do país, a doença propaga-se facilmente de exploração agrícola em exploração agrícola.. Grandes quantidades de vírus são excretados nas fezes das aves infectadas, contaminando poeiras e solo. Os vírus, por transmissão aérea, podem propagar a doença de ave em ave, causando infecção quando o vírus é inalado. O equipamento contaminado, veículos, alimentação, gaiolas ou roupa - especialmente sapatos - podem transportar o vírus de quinta em quinta. O vírus pode, igualmente, ser transportado nas patas e nos corpos de animais, tais como os roedores, que agem como “vectores mecânicos” para espalhar a doença. A evidência limitada sugere que as moscas possam também actuar como vectores mecânicos. Dejectos de animais selvagens infectados podem introduzir o vírus tanto em aves a nível comercial como doméstico. O risco que a infecção seja transmitida dos animais selvagens para os domésticos é maior quando os animais domésticos circulam livremente, partilham a mesma água com animais selvagens, ou utilizam água que possa ficar contaminada pelos dejectos infectados de animais selvagens portadores do vírus. Os designados mercados tradicionais, onde os animais vivos são vendidos junto a multidões e, por vezes, em condições insalubres, podem ser outra fonte de propagação do vírus.  

 

11. Como é que a doença se propaga de país para país? 

A doença pode-se propagar de país para país através do mercado internacional de aves vivas. As aves migratórias, incluindo aves aquáticas selvagens, aves marítimas e aves terrestres podem transportar o vírus até longas distâncias e terem, no passado, sido implicadas na propagação de gripe aviária nas aves altamente patogénicas. Aves aquáticas - na maioria patos selvagens - são o reservatório natural dos vírus de gripe aviária e estas aves são, também, as mais resistentes à infecção. Podem transportar o vírus até grandes distâncias e excretá-lo nos seus dejectos, embora desenvolvendo somente doenças moderadas e de curta duração. Os patos domésticos, contudo, são susceptíveis a infecções letais, tais como perus, gansos, e algumas outras espécies criadas a nível comercial ou em quintas. 

12. O porquê de tanta preocupação acerca dos surtos em curso? 

 

 

 

Os especialistas de saúde pública estão alarmados pelos surtos nas aves sem precedente por várias razões. Primeiramente, acima de tudo - mas não só - porque os surtos recentemente comunicados na Ásia foram causados pela estirpe H5N1 altamente patogénica. Existe sobejamente prova que esta estirpe tem uma capacidade única de transpor a barreira das espécies e causar doença grave, com grande letalidade nos humanos. Uma segunda e ainda maior preocupação, é a possibilidade que a situação actual dê azo a outra pandemia de gripe nos humanos. Os cientistas sabem que os vírus da gripe das aves e dos em seres humanos podem combinar genes quando uma pessoa é simultaneamente infectada com vírus de ambas as espécies. Este processo de troca de genes dentro do corpo humano pode dar azo a um novo sub-tipo de vírus e, portanto, seriam muito poucas pessoas, a estar protegidas por imunidade natural. Além do mais, vacinas, que são desenvolvidas todos os anos para condizerem com estirpes em circulação e protegerem os seres humanos durante as epidemias das épocas gripais, não seriam eficazes contra um vírus completamente novo. Se o novo vírus vier a possuir suficientes genes humanos, a transmissão pessoa a pessoa (em vez de aves para humanos somente) pode ocorrer. Quando isto acontece, há condições para o início de uma nova pandemia de gripe. Mais alarmante seria a situação na qual a transmissão pessoa a pessoa resultasse em sucessivas gerações de doença grave. Foi a situação que ocorreu na pandemia de 1918-1919, quando um sub-tipo de vírus completamente novo, emergiu e se propagou pelo mundo em cerca de 4-6 meses. Verificaram-se várias ondas da infecção ao longo de 2 anos, matando uma estimativa de 40- 50 milhões de pessoas.  

 

13. Existe agora prova de transmissão inter-humana?  

 

Não. As equipas da OMS no Vietnam e Tailândia estão a prestar apoio aos governos quanto à condução de estudos necessários para detectar a fase mais precoce da transmissão pessoa a pessoa. Ao mesmo tempo, actividades paralelas desenvolvidas pelos laboratórios da rede da OMS (WHO Global Influenza Surveillance Network) estão urgentemente a levar a cabo estudos, tanto respeitantes aos vírus dos seres humanos como das aves. Espera-se, também, que, com estes estudos, se esclareçam as origens e características da estirpe H5N1 em curso. Além do mais, um novo vírus adaptado à transmissão inter-humana propagar-se-ia mais rapidamente e as autoridades de saúde saberiam muito depressa que um vírus completamente novo teria surgido. Até à data, não existe prova que isso tenha ocorrido.   

 

14. De todos os surtos registados nas aves serão eles, igualmente, perigosos para os seres humanos? 

 

Não. Os surtos causados pela estirpe H5N1 são, actualmente, de grande preocupação para a saúde humana. Ao avaliar-se os riscos para a saúde humana, é importante saber exactamente quais são as estirpes de vírus de gripe das aves. Por exemplo, o surto de gripe das aves que recentemente foi declarado em Taiwan, China, é causado pela estirpe H5N2, que não é altamente patogénica nas aves e nunca foi conhecido que causasse a doença em humanos. O surto recentemente anunciado no Paquistão é causado pelas estirpes H7 e H9, e não pela H5N1. Contudo, o controlo urgente de todos os surtos da gripe das aves - mesmo quando causadas por uma estirpe de patogenicidade baixa - é da maior importância. As pesquisas demonstraram que certas estirpes de gripe aviária, inicialmente de patogenicidade baixa, podem rapidamente sofrer mutação (dentro de 6 a 9 meses) para uma estirpe altamente patogénica, caso se possibilite a continuação da circulação nas aves.   

 

15. A pandemia poderá ser controlada? 

 

Não se tem a certeza. Os vírus da gripe são altamente instáveis e o seu comportamento desafia qualquer previsão. Contudo, a OMS mantém-se optimista: se forem tomadas as acções correctas, a pandemia da gripe poderá ser afastada. Este é, actualmente, o objectivo primordial da OMS. A primeira prioridade, assim como a linha principal de defesa, é reduzir as oportunidades de exposição humana ao maior reservatório do vírus: as aves infectadas. Isto é conseguido através de uma rápida detecção dos surtos de infecção das aves e da imediata introdução de medidas de controlo, incluindo a destruição de toda a existência de aves infectadas ou expostas, bem como a adequada eliminação das carcaças. Toda a evidência disponível aponta para um risco acrescido de transmissão ao homem quando a manifestação do vírus influenza aviário H5N1, altamente patogénico, se dissemina pelas aves. À medida que o número de infecções humanas cresce, o risco de um novo subtipo de vírus poder emergir também aumenta, fazendo disparar uma pandemia de gripe. A relação entre esta infecção disseminada nas aves e um maior risco de infecção humana está a ser demonstrada exactamente agora na Ásia. Todos os casos e mortes entre os humanos ocorreram, até agora, em dois países - Vietnam e Tailândia - onde é muito extensa a epidemia nas aves. A OMS acentua a urgência da situação e a necessidade de uma rápida acção nos sectores pecuário e agrícola. Por exemplo, o abate, em 1997, de todas as aves de Hong Kong - cerca de 1,5 milhão de galináceos e de outras espécies - foi feita em 3 dias. Em 2003, novamente, o abate na Holanda de, aproximadamente, 30 milhões de aves (de um total de uma população avícola de 100 milhões) fez-se numa semana. Muitos especialistas da gripe consideram que a acção imediata nestas situações terá evitado uma pandemia de gripe nos seres humanos.  

 

16. O facto de terem ocorrido tão poucos casos no homem será tranquilizador? 

 

Sim. É quase uma evidência para a OMS que a estirpe H5N1 pode ter estado a circular nas aves desde Abril de 2003. A detecção, até agora, de poucos casos humanos sugere que, presentemente, o vírus pode não ser facilmente transmitido das aves para o homem. Porém, a situação pode mudar subitamente, já que a estirpe H5N1 tem-se mostrado capaz de mutar rapidamente e tem uma comprovada propensão para trocar genes com vírus da gripe de outras espécies. Em situações que possam favorecer o aparecimento de uma nova estirpe pandémica do vírus da gripe, qualquer caso de infecção humana que ocorra é suficientemente preocupante. Além da rápida destruição dos animais infectados, outra forma de evitar casos no homem é assegurar a protecção dos trabalhadores envolvidos nas operações de abate. A OMS produziu orientações para executar estas operações em segurança. 

 

17. Estarão a ser aplicadas as medidas mais correctas? 

 

Nalguns casos, sim. O Japão e a República da Coreia parece terem controlado os seus surtos nas aves, rapidamente e em segurança. Foram feitos estudos dos trabalhadores envolvidos nas operações de abate e não se detectaram casos de infecção humana. A situação nos outros países é mais problemática. A OMS sabe que os governos de vários países com graves surtos nas aves não têm os recursos necessários para introduzir as recomendadas medidas de protecção dos operadores de abate ou para levar a efeito uma rápida destruição das colónias de aves. Em alguns destes países, a prática, nas áreas rurais remotas, da criação de aves em quintais, por vezes não controlada pelas autoridades agrícolas, dificulta ainda mais a rápida e sistemática eliminação do reservatório animal. A OMS, a FAO e a OIE fizeram um apelo urgente à comunidade internacional no sentido de disponibilizarem rapidamente todos os recursos adequados e outras formas de apoio, no sentido de se proteger a saúde pública internacional. 

 

18. Além do H5N1, já houve outros vírus de gripe das aves a infectar o homem? 

 

Sim. Dois outros surtos já causaram doença no homem, mas os surtos não foram tão severos como os causados pela estirpe H5N1. A estirpe H9N2, que não é tão patogénica nas aves, provocou uma infecção moderada em duas crianças de Hong Kong em 1999 e numa criança também em meados de Dezembro de 2003, igualmente em Hong Kong. Um surto de gripe aviária altamente patogénico H7N7 que começou na Holanda, em Fevereiro de 2003, causou a morte de um veterinário (da síndrome de disfunção respiratória aguda) dois meses mais tarde, de uma doença moderada em 83 trabalhadores com aves e membros das respectivas famílias. 

  

19. Existe uma vacina eficaz contra o H5N1 nos humanos? 

 

Não. Presentemente, as vacinas disponíveis não irão proteger contra a doença provocada pela estirpe nos seres humanos. A OMS está a trabalhar afincadamente em conjunto com os laboratórios da WHO Global Surveillance Network, a fim de desenvolver um protótipo de vírus H5N1 para ser utilizado pelos fabricantes principais de vacinas. Um vírus protótipo da vacina disponível, que foi desenvolvido utilizando a estirpe de H5N1 de 2003 (que causou os dois casos em seres humanos em Hong Kong), não pode ser utilizado para acelerar o desenvolvimento da vacina. Uma análise inicial do vírus 2004, que foi conduzida pelos laboratórios nas redes da OMS, indica que o vírus sofreu uma mutação significativa.   

 

20. Existem medicamentos disponíveis para a prevenção e tratamento? 

 

Sim. Duas categorias de medicamentos estão disponíveis. São os inibidores M2 (amantadina e rimantadina) e os inibidores da neuraminidase (oseltamivir e zanimivir). Estes medicamentos foram licenciados para a prevenção e tratamento da gripe humana em alguns países e são considerados eficazes, não obstante a estirpe causadora. Contudo, as análises iniciais dos vírus isolados de casos fatais ocorridos recentemente no Vietnam, indicam que são invariavelmente resistentes aos inibidores M2. Estão a decorrer mais testes para confirmar a resistência da amantadina. A rede de laboratórios estão também a conduzir estudos para confirmar a eficácia dos inibidores da neuraminidase contra as estirpes H5N1 em curso.   

 

21. O vírus resiste a qualquer temperatura?

 

Não. O vírus resiste essencialmente a temperaturas baixas. Pode, por exemplo, sobreviver no estrume durante três meses. Na água, suporta até quatro dias a 22º C e mais de 30 dias a 0ºC. O vírus desaparece com tratamentos de desinfestação.  

 

22. O vírus pode ser disseminado por outros animais?

 

Sim. A disseminação do vírus na natureza é efectuada por aves silvestres, especialmente as aquáticas (patos, gansos, cisnes, abibes, gaivotas, maçaricos, cegonhas), aves nas quais este vírus, em regra, não tem grande expressão clínica.  

 

23. As moscas podem transmitir a doença?

 

Não. Sugere-se numa evidência limitada que as moscas possam também actuar como “vectores mecânicos”.  

 

24. A água pode transmitir o vírus?

Não no ser humano. Quanto aos animais domésticos o risco que a infecção seja transmitida é maior quando partilham a mesma água com animais selvagens, ou utilizam água que possa ficar contaminada pelos dejectos infectados de animais selvagens portadores de vírus.  

 

25 .Pode comer-se carne de aves?

 

Sim. Não foi comprovado qualquer caso de contaminação através do consumo de carne, pelo que a via alimentar não é uma via de transmissão.  

 

26. E os ovos?

 

Também não foi comprovado qualquer caso de contaminação através do consumo de ovos.  

 

27. E os derivados?

 

Também não.  

 

28. O frango assado é seguro?

 

O frango assado é seguro. Assinala-se o já referido na pergunta número 25 (Pode comer-se carne de aves?). O vírus é inactivado pelo calor (56ºC. durante 3 horas ou 60ºC. durante 30 minutos).  

 

29. É seguro ir a mercados e feiras ao ar livre? Eles são permitidos?

 

Sim. Neste momento não existe qualquer evidência de que o vírus da gripe aviária esteja a circular em território Português. A Direcção Geral de Veterinária mantém um sistema de vigilância activo para atender a qualquer suspeita de doença. As autorizações para a realização de mercados ao ar livre podem ser concedidas após uma adequada “avaliação de risco” às condições concretas e específicas de cada mercado, pelas autoridades sanitárias competentes.

Não são autorizados mercados que se situam na circunscrição geográfica das áreas de risco, identificadas pelo Instituto de Conservação da Natureza.  

 

30. O que fazer quando se encontra uma ave selvagem morta?

 

Pode fazer contacto com o Médico Veterinário Municipal como autoridade sanitária competente, ou Direcções Regionais de Agricultura da respectiva área de residência. A colheita deve ser efectuada com luvas. Acondicionar num saco de plástico, identificar, congelar de preferência e enviar para o laboratório.

31. É seguro lidar com os pombos na cidade? Dar-lhes comida?

 

Os pombos não constituem um perigo directo e imediato da transmissão do vírus da gripe aviaria. No entanto, podem transmitir muitas outras doenças tais como, tuberculose, salmonelose, psicatose…

Neste momento, não existe qualquer evidência de o vírus da gripe aviária estar a circular no território Português, assim o risco de transmissão do vírus a pessoas que se encontrem em contacto com aves no espaço público urbano, é extremamente baixo ou praticamente nulo. 

32. Quem tem canários, periquitos ou outras aves de estimação em casa deve mantê-los?

 

Sim.  

 

33. Quem faz criação de galinhas, perus, patos deve mantê-los ao ar livre? Deve abatê-los? Ou o que deve fazer?

 

Poder-se-ão manter ao ar livre desde que respeitem as medidas de biosegurança. A OMS e a OIE (autoridades sanitárias internacionais) e as autoridades nacionais de cada Estado, preconizam uma série de medidas que funcionam como “barreiras sanitárias” capazes de impedir o contacto das aves silvestres com as aves domésticas, (tais como a recolha de comedouros e bebedouros) e proibição da criação ao ar livre em zonas consideradas de risco.

 

 Informação em:  http://www.min-agricultura.pt/

 

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