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   Finais da Monarquia - o quadro político
 

1890 - Entrega de um Memorando do governo britânico fazendo um Ultimato a Portugal, para a retirada das forças militares existentes no território compreendido entre as colónias de Moçambique e Angola. Comício republicano em Lisboa, dissolvido pela Guarda Municipal. António José de Almeida, estudante universitário em Coimbra, futuro presidente da república, publica um artigo com o título «Bragança, o último», que será considerado calunioso para o rei e o levará à prisão. Realizam-se eleições legislativas, com violentos recontros que provocaram morto e feridos. São eleitos 3 deputados republicanos, todos por Lisboa.
1891 – Congresso do Partido Republicano Português, no Porto em que é aprovado um novo programa para o partido. Dá-se a revolta republicana nesta cidade, com proclamação da República na varanda da Câmara Municipal. O governo anuncia que passará a governar em ditadura. Anuncia-se Bancarrota do Estado português e Portugal cede vastas áreas entre Angola e Moçambique. Inicia-se a perseguição aos republicanos. Heliodoro Salgado, jornalista republicano, é preso por delito de imprensa.
1892 - O deputado Ferreira de Almeida propõe novamente a venda das colónias para se fazer face ao défice orçamental de 10 mil contos, excluindo da venda apenas Angola e a Índia. O jornalista e dirigente republicano João Chagas é preso.

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