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O excesso de peso e obesidade são mais que comprovados nas crianças e jovens
 

É já sabido que os valores de obesidade estão na casa dos 25%.

É muito importante o papel dos pais e encarregados sobre os hábitos alimentares “americanizados” que interessa modificar.
De valor a salientar é o sedentarismo infanto-juvenil como contribuindo para os valores encontrados:

-os miúdos têm hoje uma actividade física mais limitada. Os rapazes deixaram um pouco de jogar à bola e as raparigas não saltam à corda. Já não gastam a energia como antes, preferem as consolas, os computadores e ficarem sentados a ver televisão.   

-O excesso de peso é a doença infantil mais comum na Comunidade Europeia, com uma prevalência assustadora em crianças com idades próximas dos dez ano”.

-uma em cada três crianças portuguesas já sofre de obesidade, o que coloca Portugal entre os primeiros lugares da lista dos países europeus com maior incidência da doença.

Se à escola não cabe a resolução da totalidade dos problemas colocados durante o desenvolvimento das crianças, importa privilegiar aqueles que estão associados à sua saúde, qualidade de vida e bem-estar.
Também as estruturas de ensino não podem voltar as costas à educação alimentar, à prevenção de comportamentos de risco, ao fomento de comportamentos saudáveis, à identificação e prática de estilos de vida activos desde as mais tenras idades.
As actividades físicas e desportivas são um património social e cultural assumido. Elas fazem parte da nossa vida. Porque estão cada vez mais nos nossos hábitos e tradições. As crianças possuem com elas uma forte relação de busca do prazer e satisfação pessoal de acordo com a natureza e características de cada actividade. A necessidade das escolas e espaços de lazer estarem cada vez mais perto das necessidades e interesses das crianças, pressupõe um esforço colectivo que envolva a comunidade.  

Os investimentos educativos em saúde, desporto e lazer, podem ser uma das respostas pedagógicas, integradas nos projectos educativos de cada estrutura de ensino. Numa triangulação entre as questões da dimensão pedagógica da Saúde, o envolvimento em práticas desportivas regulares e a qualificação dos tempos livres das crianças, os ditos projectos podem responder ao enriquecimento do currículo das estruturas de ensino e ao reforço da sua identidade.

Tudo numa lógica de projecto contextualizado, em que a estrutura de ensino possa ser um pólo aglutinador de expectativas, necessidades, interesses e motivações de alunos, professores, profissionais de saúde, pais e restante comunidade educativa. Ao mesmo tempo, podem constituir-se como uma forma de transformação da estrutura de ensino, em termos de abertura ao meio e real envolvimento com a comunidade.

A natureza dos projectos devem dar resposta às necessidades naturais de movimento e socialização motora das crianças, através de um reforço da vinculação individual e colectiva às actividades físicas desportivas, como suporte de uma vida activa e saudável e a ocupação de um tempo livre a que urge responder sem formalismos. É para nós claro que a base dos projectos em saúde, desporto e lazer devem estruturar-se a partir das actividades físicas desportivas, como plataforma de confluência de pontos comuns da saúde e do lazer das crianças, que vêm na escola um espaço múltiplo de prazer e satisfação pessoal. Se a escola responde a áreas do currículo formal, é necessário que prolonguem e potenciem as aprendizagens e competências para a “vida fora das escolas”.

 

Os projectos devem possuir como matriz de partida as vivências e aprendizagens realizadas na área curricular de Educação Física, articulando dimensões que a partir das características das actividades físicas desportivas se relacionam com a Saúde numa visão de categoria pedagógica. Por outro lado, o desafio de colocar a escola como pólo aglutinador de actividades físicas desportivas capazes de contribuírem para a elevação de níveis de saúde dos alunos, sem constrangimentos e formalismos, constitui-se como um factor de enriquecimento e qualificação da escola. A escola está socialmente implicada e deve procurar as respostas educativas que satisfaçam os seus alunos, no âmbito da ocupação do seu tempo livre.

A  saúde decorre da natureza das decisões individuais e colectivas sucessivamente tomadas ao longo do tempo. Nesta perspectiva as escolas, os pais e os investimentos em espaços de desporto e lazer  tem de ser no dia a dia uma escola que ajude a tomar as melhores decisões, as melhores opções, e a desenvolver comportamentos saudáveis.

 

 
 
 
 
 
 
 
     

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