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Festas e romarias são também sinais de Fé

 

Os festejos que se fazem nas diversas paróquias do concelho em honra dos seus padroeiros, não deixam de ser uma expressão cultural e de fé, manifestada na simplicidade do povo que acredita no Deus que adora e na intercessão dos seus Santos.
Preocupante se estas festas populares um dia decaíssem.
Crentes ou não, mais praticantes ou menos, as pessoas nesta altura do Verão não deixam de participar em festas e romarias, um pouco por todo o concelho.

Elas sucedem-se em louvor ao Senhor ou em homenagem ao orago ou padroeiro invocados nas paróquias ou aldeias anexas. Até mesmo em simples capelinhas, o povo na sua simplicidade e devoção não deixa de manifestar a sua religiosidade e devoção, festejando com alegria espiritual que transborda, também, em manifestações de carácter popular, todavia com um certo paganismo à mistura.

Agosto é um mês fértil nestas manifestações de fé com festas de tradições populares onde, em cada aldeia do concelho, tem maior expressão na festa da sua Padroeira.  
O emigrante com a necessidade determinante em responder às diversas carências das suas famílias das nossas terras, leva na bagagem uma imagem ou estampa da Santa devota da aldeia e Nossa Senhora de Fátima, como sua protectora na saga da emigração.

É bem verdadeiro o aforismo popular de que “só nos lembramos de Santa Bárbara quando troveja.” No entanto, é incontornável o falar-se da nossa emigração, sem mencionar a presença do Santo da aldeia na bagagem do emigrante, residisse ele na França, Alemanha ou América.
E o carinho e devoção popular para com a Virgem é bem expresso nas promessas e na presença constante que esses grandes homens mantêm na sua terra que faz, anualmente, chorar de alegria os que a revêem.

Os festejos que se fazem nas diversas paróquias do concelho em honra dos seus padroeiros, não deixam de ser uma expressão cultural e de fé, manifestada na simplicidade do povo que acredita no Deus  que adora e nos seus Santos.

De modo algum estas manifestações populares podem acabar. Se bem que os arraiais de hoje sejam diferentes dos de há dezenas de anos atrás, porque os tempos mudaram, eles continuam a ter um cunho de raiz popular que não dissocia a fé da sã alegria popular.
Lembro-me de quando ainda criança, vivia as festas desta minha aldeia, trazendo cheio de alegria os bolsos cheios de rebuçados de meio tostão e uns chupas, comprados aos feirantes que se encontravam pela praça.

 

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