Voltar 

  Valor das Festas Religiosas

 

A nossa festa anual ostenta quase sempre nos cartazes a imagem do padroeiro da terra. 

Desempenha uma função antropológica muito positiva. Corresponde a um tempo agradável e relaxante. Permite que cada um se sinta livre do stress quotidiano, tenha a boa disposição, possua tempo para os amigos, família e comunidade e podendo saborear o encanto da aldeia e seus conterrâneos

A festa evoca boa alimentação, convívio de amigos, roupas novas e divertimentos. 
A festa anual da aldeia desempenha uma função importante no robustecimento da identidade e da vida comunitária das populações. Merece, por isso, o interesse e a participação de toda a comunidade da aldeia. É o momento em que as pessoas da terra se encontram com as suas raízes, evocam as suas memórias comuns, convivem de forma simples e alegre, abrem as portas e procuram apresentar aos de fora a sua melhor imagem. Nesta época de individualismo e de estranheza mútua, temos o dever de apreciar e salvar as festas dos padroeiros como uma oportunidade de enriquecimento pessoal, social e católico.

Estas festas têm características peculiares. São participadas por todos: a festa é de todos, feita por todos, vivida por todos. Mesmo quando se convidam os de fora, é para vir à "nossa festa". Revestem, por outro lado, uma dimensão solene, sagrada que leva a contemplar a dimensão transcendente da vida. Uma festa do padroeiro que não tenha uma missa festiva e uma procissão pelas ruas da aldeia, esquece a postura religiosa da festa e perde, consequentemente e seu valor e consistência. 

A nossa população dá relevo aos vários ritos religiosos, participando na missa e na procissão como o acto central de todos os elementos do programa festivo. Enfeitando as ruas e as casas para o momento é uma forma de mostrar o apreço por tais actos religiosos.

Todavia, na actualidade, está-se a sobrevalorizar os espectáculos com artistas em detrimento da consistência da festa em si. Os espectáculos, caros, ruidosos e de má qualidade são, uma certa ameaça das festas. Em vez da participação, os espectáculos susceptibilizam a passividade e o individualismo. A festa identifica-nos a sermos nós próprios, e o espectáculo aliena-nos. Precisamos, de homens com criatividade e imaginação para salvar e salvaguardar o verdadeiro significado das festas. 




 

  Voltar